Eu Te Conto um Conto…

Dessa vez foi mais difícil.

Procurar uma capa para o meu primeiro livro, Antes Que o Verão Acabe, (eu falo “primeiro” como se eu já tivesse escrito mais de 10 livros, reparou? Mas vou te confessar que o segundo ainda está em andamento, mesmo que a capa do terceiro já tenha a imagem comprada)… Como ia dizendo, foi mais fácil encontrar a do primeiro. A capa é simplesmente a sensação que tenho ao ver meus personagens. Eles caminhando para o sol de mãos dadas na praia é o meu livro contado em uma imagem só.

Mas escolher a imagem certa para um conto de 9 páginas demorou muito mais. Vou te contar um pouco sobre ele: Tudo começou com os “Cinco Minutos” da minha vida. Passar esses dois dias revendo os personagens do meu primeiro romance foi resgatar algo que estava adormecido.

Sei que está difícil continuar com o segundo romance, mas desapegar de algo que você começou quando tinha 17 anos e que só terminou há um ano é terrivelmente desconfortável. Eu vivi com esses personagens a vida inteira. Daniel e Vitor sempre foram meus amigos imaginários (depois que o Hugo morreu em um acidente de carro quando eu tinha sete anos – e não, não estou brincando, minha imaginação foi sempre muito fértil e dramática). Saber que eu tinha chegado no final da história, no momento foi muito libertador, escrever com a mente da Brígida me cansava horrores e eu terminava o dia como uma pedra nas costas, mas ao mesmo tempo eu sabia que estava dando adeus aos meus queridos meninos.

Eu juro que vou dar continuidade ao segundo romance. Mas como eu ia falando, retornar ao livro durante esses dias por conta de torna-lo impresso e tudo mais, me veio uma sensação de que eu tinha mais alguma coisa para escrever.

Então escrevi.

E foi tão bom. Tão maravilhosamente bom. Foi algo tão fluído, tão natural. Parecia que eu tinha saído de mim e só retornei após o último ponto final (caso esteja se perguntando, não sou espírita). Só as três primeiras páginas foram escritas no aplicativo do iPhone e quando dei por mim estava sedenta por escrever mais. E saiu.

Me reencontrar com os personagens que tanto amo e saber que eles estão bem é ótimo. Melhorar ainda foi escrever sobre os mesmos personagens pela perspectiva de uma nova e jovem personagem que me cativou no exato momento em que apareceu na minha frente pela primeira vez.

Eu sei que vai haver perguntas. Sei que o pessoal do wattpad vai me torturar. Ameaças serão feitas.

Mas sei que preciso seguir em frente também. Deixar uma fresta aberta da janela depois de trancar bem a porta me fez bem e sei que o pessoal que se interessa pela história vai adorar ter um gostinho a mais, mas não será hoje que a janela será aberta completamente.

Preciso mover com outras histórias. Só o segundo romance já era para ter sido finalizado e eu o estou mantendo no freezer. Percebi que gostei demais de voltar a escrever aquele mundo e me focar nele de novo não me fará bem como escritora. Sei que dou conta de algo fora desse contexto. Preciso saber que dou conta.

Mas a fresta esta lá. Confesso que já tenho título, mas a história vai ficar para um futuro próximo ou distante. Enquanto isso, já sei que a personagem que mais vou me apegar será ela. E não tem como, sabendo de quem ela é filha. Eu só a conheci ontem, mas sei que será meu xodó para sempre.

E em primeira mão, eu divulgo a capa de Um Conto de Verão – Antes que o Verão Acabe 1.2

Conto de verão TRES pequeno - FAV1

Eram tantas imagens tão lindas que tive de pedir ajuda 1 – ao meu grupo do wattsapp e 2 – à minha irmã. Claro que a capa foi feita pela minha capista particular, MJ. Ela é beta reader, capista, fã, editora, diagramadora, praticamente uma Consultora Editorial Particular. Olha lá, já tem até nome a profissão!

E claro que… Não para por aí. Com todo esse lado “escritora” bombando pelos lados de cá, resolvi terminar meu cadastro no KDP da Amazon, a plataforma de auto publicação. No meu caso foi super rápido, porque eu já tinha uma conta na Amazon por causa do Kindle, então eu pude aproveitar o cadastro feito e completar o que faltava.

E o que faltava era uma “entrevista” fiscal dos EUA. Tipo… WHAAAAAAAAAT?

Que medo disso! Só fui clicando no “não sou residente americana” como se eu quisesse dizer “tenho nada com isso não, moço!”. Até que… Claro, porque comigo sempre tem um “até que” na história, eles perguntaram: Já residiu nos EUA durante um tempo nos últimos três anos?

Eu ri. Imagens minhas passeando pela Times Square, comprando aquele batom da MAC por $12, vestindo meu moletom com o nome da Universidade passaram pela minha cabeça em redemoinhos, no centro, meu livro sendo completamente destroçado só pelos três meses que fiquei fora do país.

Devo dizer que a ostentação foi bem mode off nesse momento. Mas, tranquilo. Só respondi que passei 83 dias, porque sim eu contei no calendário os dias exatos (sabe como é os EUA) e pronto.

Não querendo apavorar, na verdade a entrevista é bem tranquila. E é tudo em português, o que ajuda bastante. E depois vem a parte legal, o cadastro da conta bancária onde vou receber money, dinheiro, din din, cifrão, a grana, os milhões, o ouro, e bem… Você entendeu.

A não ser é claro que meu livro tenha 0 estrelas e 500 comentários negativos e sim, isso vai me atormentar em pesadelos durante os primeiros cinco anos.

No mais, estou feliz com tudo isso e no final é só isso o que importa 🙂

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Um comentário sobre “Eu Te Conto um Conto…

  1. Hahahahahahaha adoreeeeei as funções da MJ! ❤
    A verdade é que amo a história assim como estou amanado poder fazer parte dessa magia com você! Me faz muito feliz e grata! Mega obrigada e sucesso sempre e sempre! ❤

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