#RoadTripSouthBrazil Entre as Curvas de Catarina

A primeira parada do dia foi no mirante para ver a cidade de Urubici de cima. E… bem, não vimos muito a cidade, mas as nuvens baixas e o verde escuro das montanhas era uma paisagem linda a nossa frente. Subimos a serra atrás da Cachoeira do Avencal. A estrada fica boa até a parte de terra, que é um pouco desconfortável, ainda mais que o tempo estava úmido e não ajudava.

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Chegamos e ainda havia neblina que aos poucos foi dando passagem para um tempo mais firme, mas o sol não estava muito afim de aparecer naquela manhã. Há muitas formas de ver a Cachoeira do Avencal, a mais fácil e rápida é vê-la de cima, como fizemos. Mas há também uma tirolesa que atravessa o local da cachoeira e as caminhadas que duram horas para vê-la pela parte de baixo.

A Cachoeira do Avencal foi uma das atrações mais belas de todo turismo que fizemos e é uma das mais famosas da Serra Catarinense, não por menos, a beleza é única.

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De lá, voltamos por uma das rotas para que pudéssemos ver as Inscrições Rupestres que estão no sítio arqueológico de Urubici, os desenhos são datados de 4.000 a.C e os mesmos símbolos podem ser encontrados em sítios arqueológicos da França e outros lugares da Europa.

É bem fácil de chegar, há uma placa por entre uma das subidas da serra e fica bem perto da entrada de Urubici, deixamos o carro no local e fomos a pé em uma caminhada que não passa de 10 minutos. As inscrições estão ali, no começo ficamos um pouco perdidas, não sabendo se era ali mesmo, mas depois começamos a reconhecer os desenhos. Não tem como errar o caminho, pois é via de uma mão só para caminhantes. No lugar também ficam macieiras, que nesta época do ano estão secas e dá outro visual para a paisagem.

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Nossa manhã havia acabado e partimos para o roteiro da tarde. O sol não apareceu e a chuva era amena, com algumas neblinas ao redor da serra. Nossa primeira parada era na cidade com mais probabilidade de neve – Urupema. Lá, iriamos no Morro das Antenas, mais baixo que o Morro da Igreja e depois conheceríamos a cachoeira que congela.

As coisas desandaram aí. O tempo muito úmido deixou a terra para o Morro das Antenas impossível de ser atravessada com um carro de passeio. Tudo bem, não ficamos tristes, pois já havíamos conhecido e nos maravilhado com o Morro da Igreja. Então, decidimos partir para a famosa cachoeira que congela.

A estrada é de terra e íngreme, mas o trajeto estava melhor de se andar com o carro do que a estrada do Morro das Antenas. Começou a chover e já estávamos descendo aquela terra úmida. Paramos o carro na placa que dizia que havíamos chegado na Cachoeira.

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Não é novidade se contarmos que o barulho que escutávamos era da cachoeira que não estava congelada. A chuva estava fina, mas atrapalhava. Decidimos pegar a trilha que tinha do lado da placa, as botas escorregavam no morro e eram três meninas perdidas literalmente dentro de uma floresta. Decidimos voltar e para dar a volta com o carro e sair precisávamos ir mais adiante, e lá estava a cachoeira caindo rios de água e fazendo aquele barulho que – ali – não queríamos escutar. Para que o carro contornasse foi uma guerra a parte.

O pedaço que fica a cachoeira a vista é praticamente uma ponte na qual não foi feita para carros, mas o meu carro estava ali. A MJ saiu do carro com o guarda chuva e me dava as instruções, qualquer deslize iriamos precipício abaixo. Depois de uns 20 minutos nessa brincadeira perigosa, ainda tivemos que subir a terra úmida de volta para a estrada com asfalto. O carro fez menção que iria atolar, mas conseguimos chegar na estrada nem tão sãs, porém salvas.

*Hoje, dois anos após está viagem, no mês de maio de 2016, o local da Cachoeira que Congela em Urupema fez uma temperatura de -7 graus e congelou.

Imagem: Site Gazeta do Povo/ Marília Oliveira
Imagem: Site Gazeta do Povo/ Marília Oliveira

Partimos para a cidade conhecida da Serra Catarinense, São Joaquim. A estrada é uma beleza a parte e as cidades Urubici, Urupema e São Joaquim são bem perto uma das outras. São Joaquim é a cidade urbana das três mencionadas, bem movimentada, com comércio e hotéis por toda a cidade. Almoçamos o prato típico da Serra Catarinense – truta.

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A chuva estava tão fina que não caía, ela nos rodeava. Em São Joaquim deixamos para fazer compras. Lojas de vinhos da região e chocolates são os turismos da cidade. Voltamos para Urubici no final da tarde e tivemos a certeza que das três cidades, Urubici é a melhor para se ficar. Urupema é uma cidadezinha bem pequena e São Joaquim é muito urbanizada.

Urubici acaba ficando no centro de todo turismo da região é bem convidativa para turistas. Nosso último dia estava chegando ao fim e já sabíamos que a cidade iria deixar saudades.

A noite, fomos em um rodízio de sopas e ouvimos dizer que estava previsto neve para o Morro da Igreja naquela madrugada. Ao chegar na pousada comentamos com a senhora que nos fez o favor enorme e ligou para o ponto da aeronáutica que fica no Morro da Igreja e de lá eles informaram que o tempo estava negativo, mas que não havia neve ainda.

Nosso roteiro sofreu alterações, caso de manhã o tempo estivesse fechado ficaríamos em Urubici e só retornaríamos para Ponta Grossa a noite e não faríamos nossas paradas pelas praias de Santa Catarina. Mas, se o tempo estivesse bom, iriamos no escritório da aeronáutica em Urubici e iriamos perguntar a chance de neve para aquele dia, caso a resposta fosse negativa, iriamos partir dali para as praias do litoral catarinense. 

O que aconteceu depois fica para o próximo post.

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4 comentários sobre “#RoadTripSouthBrazil Entre as Curvas de Catarina

  1. É muito estranho ver inscrições rupestres, né? É TÃO antigo, que fica difícil imaginar o que as pessoas faziam.
    Lindas fotos, como nos outros capítulos!
    Beijos

    1. Acho que o mais estranho é saber que as mesmas inscrições podem ser encontradas em continentes diferentes, isso é muito tipo “somos tão minúsculos e sabemos tão pouco”… Obrigada pelo comentário, Ju. Beijoos!!!

  2. Matando a saudade com esse post e rindo me lembrando de guarda chuva “vem, vem, PARA!”. Acho que a frase que define essa nossa viagem é “Perigo? Eu rio da cara do perigo. Hohoho!”
    Amei o post Roh! :*

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